terça-feira, 25 de agosto de 2026

 A série de artigos sobre a Catequese Digital, são fragmentos do meu TCC Catequese digital de 2023.

CELEBRAÇÃO DO MÊS DA BÍBLIA

 CELEBRAÇÃO MÊS DA BÍBLIA

- Música:

- Mantra: A Palavra de Deus ouvida

é a verdade que nos liberta.

Que nos chama à nova vida.

Nos educa e nos converte.

Animador: Irmãos e Irmãs, sejam todos bem-vindos a celebração do Mês da Bíblia. O Senhor nos reúne, nos alimenta com a sua Palavra, com a Eucaristia, e fortalece nossa missão a serviço da evangelização e da vida. O mês de setembro, reconhecido pela Igreja no Brasil como o mês da Bíblia, é para nós uma grande riqueza. Ele possibilita preparar, vivenciar e testemunhar com entusiasmo e empenho as celebrações em nossas comunidades, bem como fortalecer a catequese, os círculos bíblicos, grupos de reflexão e pastorais que buscam na Palavra de Deus a força e a mística para a missão.

Todos: A Bíblia é fonte de sabedoria e inspiração para os catequistas, catequizandos, famílias e todos os agentes de pastoral de nossas comunidades.

Leitor 1: Na verdade, precisamos despertar a consciência de que todo dia é dia da Bíblia, e como cristãos temos a necessidade de ler, rezar e meditar os textos bíblicos diariamente. Porém, como

Igreja, no mês de setembro damos um destaque maior à Bíblia e a seu patrono São Jerônimo, o grande tradutor da Bíblia Latina. Somos felizes por sermos catequistas, ouvintes e praticantes da Palavra. Desejamos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo para um mundo em mudança.

Canto: É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa. Tua palavra é assim, não passa por mim, sem deixar um sinal.

Todos: A leitura e a meditação diária da Bíblia ajudam-nos a perceber, assumir e viver a Palavra de Deus no compromisso com a justiça, a solidariedade e o amor fraterno.

Animador: A Bíblia é o livro que documenta a educação da fé do Povo de Deus ao longo de sua história. Ela vem iluminando a caminhada do povo de geração em geração, em cada circunstância

da história. A Palavra de Deus é atual, viva e eficaz (Hb 4,12). Com sua leitura, encontramos critérios para o discernimento e o agir na realidade do dia a dia. A Igreja, atenta aos sinais da palavra, nos

chama a uma intimidade sempre maior com este presente de Deus.

Todos: Nós, catequistas, como ministros da Palavra, procuraremos escutar, vivenciar e anunciar com paixão esta boa notícia aos catequizandos e ao mundo para que “ouvindo creiam, crendo esperem, esperando amem” (DV 1).

Animador: A Bíblia não é simples livro, no qual se faz uma leitura, mas sim um caminho que nos revela os princípios das verdades da fé.

Animador: A Palavra de Deus alimenta a ação catequética e a vida cristã. A leitura contínua da Bíblia faz parte do esforço e da formação permanente dos catequistas.

Leitor 2: Uma das grandes conquistas da caminhada bíblica em nosso país foi a descoberta de que a Bíblia é o mais importante livro de catequese que temos. A catequese não é completa se o catequista

não descobrir a importância de ter em suas mãos a Palavra de Deus.

Recordamos também as palavras do papa Bento XVI na abertura da V Conferência em Aparecida que diz: “Cristo nos dá a conhecer sua pessoa e sua doutrina por meio da Palavra de Deus. Nossa tarefa

é a de educar o povo na leitura e meditação da Palavra de Deus: que ela se converta em alimento para que, por sua própria experiência, vejam que as Palavras de Jesus são Espírito e Verdade (Jo 6, 63).”

Leitor 3: A Escritura é fonte e princípio da revelação de Deus. A leitura da Bíblia não é mera questão de técnicas: é uma opção de vida, fruto do dom do Espírito (cf 1Cor 2, 1-16; Rm 11, 33-36).

Por isso, a leitura Bíblica deve nos tornar pessoas humanas, fraternas e capazes de construir um mundo melhor. Tornar o leitor capaz de confiar na Palavra como força para transformar vidas,

animar esperanças, alimentar a fé e como caminho de realização do Plano de Deus.

Canto:

DEUS NOS FALA

Animador: O texto que vamos refletir e celebrar hoje é o do livro do Êxodo 16,12-21

Animador: Diante da Bíblia, o livro da fé e da vida, vamos manifestar o nosso louvor a Deus pela sua Palavra que com sabedoria orienta e sustenta nossa caminhada.

1- Por todos os catequistas espalhados pelo Brasil que divulgam a Bíblia como fonte de educação da fé, da justiça e da paz.

Bendito seja Deus para sempre!

2- Pelo Serviço de Animação e Divulgação da Bíblia existentes entre os cristãos.

Bendito seja Deus para sempre!

3- Por todos os grupos de reflexão e círculos bíblicos que se reúnem em torno da Palavra.

Bendito seja Deus para sempre!

4- Pela descoberta da Sagrada Escritura como a fonte da Catequese.

Bendito seja Deus para sempre!

DEUS NOS ENVIA

Animador: Um catequista segura a Bíblia, todos estendem a mão em direção à Bíblia para acolher a bênção de Deus.

O Senhor te abençoe e te guarde. AMÉM!

O Senhor faça brilhar sobre ti sua face, e se compadeça de ti.

AMÉM!

O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz. AMÉM!

Catequese Digital V

 

Evangelização no período digital.

 

A cultura digital nos proporciona a melhor compreensão de que os processos comunicativos são constantes ações recíprocas existentes entre os interlocutores. Uma vez que o processo de evangelização é tido como um processo de comunicação, então podemos classificar como sendo uma real partilha da feliz notícia relativa à salvação. Segundo conhecimento de Ribeiro (2020), evangelização não pode ser taxada como uma simples função de expandir determinado conteúdo, uma vez que se trata de uma forma encontrada para que ocorra um comprometimento maior de vida com Jesus Cristo  e com os demais irmãos.

Um importante compromisso com o objetivo é de gerar a nossa vida um real propósito, segundo Ribeiro (2020), com uma maior alegria e uma exuberante beleza. Anunciar Jesus Cristo é expor a todos que possuir a crença nele e principalmente segui-lo, não é algo somente verdadeiro e justo, porém de extrema beleza, com o poder de expandir a vida na forma de um esplendor e em uma imensa alegria, mesmo diante de provações. Um dos maiores desafios existentes em nosso tempo é o repasse da coerência do repasse do compartilhamento.

Rocha (2020) lembra que o procedimento de evangelização é um grande grupo de ações as quais inclui as realidades do ser, dizer e fazer, as quais podemos exemplificar como sendo o encontro autêntico, a existência do diálogo fecundo, a escuta ativa, a utilização do olhar atento, o uso dos gestos de ternura. Evangelizar é o procedimento de comungar da vida de um terceiro, como no momento de olhar, da pessoa sentir compaixão pelos demais, de se aproximar dos mesmos. Nesse procedimento só logra êxito a pessoa que ama e é amado. O experimento do amor de Deus irá nos direcionar a realizar o testemunho desse amor aos demais.

Guimarães (2020) lembra que, no procedimento da catequese, a qual vem formar uma das fases do procedimento evangelizador, é de extrema importância que aconteça a renovação do processo de evangelização como sendo a forma de comunhão existente entre os indivíduos. Com o intuito de repensar o Evangelho na fase digital, a real questão não reside na forma de utilizar as tecnologias modernas para evangelização, mas de qual forma possa se transformar em um indivíduo evangelizador no universo digital. A participação e a colaboração são itens ímpares nos procedimentos evangelizadores dos nativos digitais, em especial na catequese, a qual necessita realizar o cultivo da fé através da experiência existente com o meio divino a qual o ser humano possui inserido sua respectiva crença.

Por meio do procedimento de secularização da espécie humana e das culturas existentes, uma grande parcela existente dos menores de idade está se desenvolvendo sem o procedimento de transmissão do ensino da fé nos seios familiares. Segundo Guimarães (2020), os procedimentos preparativos para os sacramentos, os quais tem sido classificados como um rito da sociedade ao invés de um ritual de fé, transformou-se em uma grande oportunidade de evangelização dos batizados.

Dessa forma, na atualidade, já não se podem realizar as partilhas até então existentes da evangelização e da catequese. Para Guimarães (2020), o anúncio não poderá mais ser classificado como apenas a primeira fase da fé, anterior a catequese, mas sim a dimensão que constitui cada instante da catequese, a qual não poderá ser considerada um constante estudo da fé, mas sim um encontro com intuito de gerar uma respectiva fé perante o diálogo, os processos participativos e as boas relações a serem insertes por entre os indivíduos.