A série de artigos sobre a Catequese Digital, são fragmentos do meu TCC Catequese digital de 2023.
Catequese Setor Alfenas
CATEQUESE SETOR ALFENAS: Somos catequistas, coordenadores da Catequese do Setor Alfenas da Diocese de Guaxupé, Minas Gerais. A nossa equipe é formada por: Rosa, Luiz Sérgio, Isolde, Claire, Vanderlei, Ana Cristina, Márcia. Catequista saudoso Alexandre e membro honorável Irmão Augusto. Lutamos pela evangelização e a instauração de um Reino de paz, amor e justiça. Somos seguidores de Jesus.
terça-feira, 25 de agosto de 2026
CELEBRAÇÃO DO MÊS DA BÍBLIA
CELEBRAÇÃO MÊS DA BÍBLIA
- Música:
- Mantra: A Palavra de Deus ouvida
é a verdade que nos liberta.
Que nos chama à nova vida.
Nos educa e nos converte.
Animador: Irmãos e Irmãs, sejam todos bem-vindos a celebração do Mês da Bíblia. O Senhor nos reúne, nos alimenta com a sua Palavra, com a Eucaristia, e fortalece nossa missão a serviço da evangelização e da vida. O mês de setembro, reconhecido pela Igreja no Brasil como o mês da Bíblia, é para nós uma grande riqueza. Ele possibilita preparar, vivenciar e testemunhar com entusiasmo e empenho as celebrações em nossas comunidades, bem como fortalecer a catequese, os círculos bíblicos, grupos de reflexão e pastorais que buscam na Palavra de Deus a força e a mística para a missão.
Todos: A Bíblia é fonte de sabedoria e inspiração para os catequistas, catequizandos, famílias e todos os agentes de pastoral de nossas comunidades.
Leitor 1: Na verdade, precisamos despertar a consciência de que todo dia é dia da Bíblia, e como cristãos temos a necessidade de ler, rezar e meditar os textos bíblicos diariamente. Porém, como
Igreja, no mês de setembro damos um destaque maior à Bíblia e a seu patrono São Jerônimo, o grande tradutor da Bíblia Latina. Somos felizes por sermos catequistas, ouvintes e praticantes da Palavra. Desejamos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo para um mundo em mudança.
Canto: É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa. Tua palavra é assim, não passa por mim, sem deixar um sinal.
Todos: A leitura e a meditação diária da Bíblia ajudam-nos a perceber, assumir e viver a Palavra de Deus no compromisso com a justiça, a solidariedade e o amor fraterno.
Animador: A Bíblia é o livro que documenta a educação da fé do Povo de Deus ao longo de sua história. Ela vem iluminando a caminhada do povo de geração em geração, em cada circunstância
da história. A Palavra de Deus é atual, viva e eficaz (Hb 4,12). Com sua leitura, encontramos critérios para o discernimento e o agir na realidade do dia a dia. A Igreja, atenta aos sinais da palavra, nos
chama a uma intimidade sempre maior com este presente de Deus.
Todos: Nós, catequistas, como ministros da Palavra, procuraremos escutar, vivenciar e anunciar com paixão esta boa notícia aos catequizandos e ao mundo para que “ouvindo creiam, crendo esperem, esperando amem” (DV 1).
Animador: A Bíblia não é simples livro, no qual se faz uma leitura, mas sim um caminho que nos revela os princípios das verdades da fé.
Animador: A Palavra de Deus alimenta a ação catequética e a vida cristã. A leitura contínua da Bíblia faz parte do esforço e da formação permanente dos catequistas.
Leitor 2: Uma das grandes conquistas da caminhada bíblica em nosso país foi a descoberta de que a Bíblia é o mais importante livro de catequese que temos. A catequese não é completa se o catequista
não descobrir a importância de ter em suas mãos a Palavra de Deus.
Recordamos também as palavras do papa Bento XVI na abertura da V Conferência em Aparecida que diz: “Cristo nos dá a conhecer sua pessoa e sua doutrina por meio da Palavra de Deus. Nossa tarefa
é a de educar o povo na leitura e meditação da Palavra de Deus: que ela se converta em alimento para que, por sua própria experiência, vejam que as Palavras de Jesus são Espírito e Verdade (Jo 6, 63).”
Leitor 3: A Escritura é fonte e princípio da revelação de Deus. A leitura da Bíblia não é mera questão de técnicas: é uma opção de vida, fruto do dom do Espírito (cf 1Cor 2, 1-16; Rm 11, 33-36).
Por isso, a leitura Bíblica deve nos tornar pessoas humanas, fraternas e capazes de construir um mundo melhor. Tornar o leitor capaz de confiar na Palavra como força para transformar vidas,
animar esperanças, alimentar a fé e como caminho de realização do Plano de Deus.
Canto:
DEUS NOS FALA
Animador: O texto que vamos refletir e celebrar hoje é o do livro do Êxodo 16,12-21
Animador: Diante da Bíblia, o livro da fé e da vida, vamos manifestar o nosso louvor a Deus pela sua Palavra que com sabedoria orienta e sustenta nossa caminhada.
1- Por todos os catequistas espalhados pelo Brasil que divulgam a Bíblia como fonte de educação da fé, da justiça e da paz.
Bendito seja Deus para sempre!
2- Pelo Serviço de Animação e Divulgação da Bíblia existentes entre os cristãos.
Bendito seja Deus para sempre!
3- Por todos os grupos de reflexão e círculos bíblicos que se reúnem em torno da Palavra.
Bendito seja Deus para sempre!
4- Pela descoberta da Sagrada Escritura como a fonte da Catequese.
Bendito seja Deus para sempre!
DEUS NOS ENVIA
Animador: Um catequista segura a Bíblia, todos estendem a mão em direção à Bíblia para acolher a bênção de Deus.
O Senhor te abençoe e te guarde. AMÉM!
O Senhor faça brilhar sobre ti sua face, e se compadeça de ti.
AMÉM!
O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz. AMÉM!
Catequese Digital V
Evangelização
no período digital.
A cultura
digital nos proporciona a melhor compreensão de que os processos comunicativos
são constantes ações recíprocas existentes entre os interlocutores. Uma vez que
o processo de evangelização é tido como um processo de comunicação, então
podemos classificar como sendo uma real partilha da feliz notícia relativa à
salvação. Segundo conhecimento de Ribeiro (2020), evangelização não pode ser
taxada como uma simples função de expandir determinado conteúdo, uma vez que se
trata de uma forma encontrada para que ocorra um comprometimento maior de vida
com Jesus Cristo e com os demais irmãos.
Um
importante compromisso com o objetivo é de gerar a nossa vida um real
propósito, segundo Ribeiro (2020), com uma maior alegria e uma exuberante beleza.
Anunciar Jesus Cristo é expor a todos que possuir a crença nele e
principalmente segui-lo, não é algo somente verdadeiro e justo, porém de extrema
beleza, com o poder de expandir a vida na forma de um esplendor e em uma imensa
alegria, mesmo diante de provações. Um dos maiores desafios existentes em nosso
tempo é o repasse da coerência do repasse do compartilhamento.
Rocha (2020)
lembra que o procedimento de evangelização é um grande grupo de ações as quais
inclui as realidades do ser, dizer e fazer, as quais podemos exemplificar como
sendo o encontro autêntico, a existência do diálogo fecundo, a escuta ativa, a
utilização do olhar atento, o uso dos gestos de ternura. Evangelizar é o
procedimento de comungar da vida de um terceiro, como no momento de olhar, da
pessoa sentir compaixão pelos demais, de se aproximar dos mesmos. Nesse
procedimento só logra êxito a pessoa que ama e é amado. O experimento do amor
de Deus irá nos direcionar a realizar o testemunho desse amor aos demais.
Guimarães
(2020) lembra que, no procedimento da catequese, a qual vem formar uma das
fases do procedimento evangelizador, é de extrema importância que aconteça a
renovação do processo de evangelização como sendo a forma de comunhão existente
entre os indivíduos. Com o intuito de repensar o Evangelho na fase digital, a
real questão não reside na forma de utilizar as tecnologias modernas para
evangelização, mas de qual forma possa se transformar em um indivíduo
evangelizador no universo digital. A participação e a colaboração são itens
ímpares nos procedimentos evangelizadores dos nativos digitais, em especial na
catequese, a qual necessita realizar o cultivo da fé através da experiência
existente com o meio divino a qual o ser humano possui inserido sua respectiva
crença.
Por meio do
procedimento de secularização da espécie humana e das culturas existentes, uma
grande parcela existente dos menores de idade está se desenvolvendo sem o
procedimento de transmissão do ensino da fé nos seios familiares. Segundo
Guimarães (2020), os procedimentos preparativos para os sacramentos, os quais
tem sido classificados como um rito da sociedade ao invés de um ritual de fé,
transformou-se em uma grande oportunidade de evangelização dos batizados.
Dessa forma,
na atualidade, já não se podem realizar as partilhas até então existentes da
evangelização e da catequese. Para Guimarães (2020), o anúncio não poderá mais
ser classificado como apenas a primeira fase da fé, anterior a catequese, mas
sim a dimensão que constitui cada instante da catequese, a qual não poderá ser
considerada um constante estudo da fé, mas sim um encontro com intuito de gerar
uma respectiva fé perante o diálogo, os processos participativos e as boas
relações a serem insertes por entre os indivíduos.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Catequese Digital IV
A graça é classificada como sendo uma benevolência e uma ação divina,
porém precisa de intervenção direta do ser humano. Por conta disso, a
cibergraça se preocupa em direcionar o indivíduo a uma reflexão de como poder
viver de maneira mais equilibrada em eras digitais. Para poder prestar um maior
auxílio na ação de Deus perante a vida do ser humano, necessitamos realizar o
cultivo de hábitos melhores, sendo intermediados pela ascese digital. Dentre
essa rotina, pode-se citar o surgimento de uma espécie de rotina de atividades,
seja off-line ou também on-line, realizar bons propósitos e ter maior respeito com
relação a horários. Oriolo (2020) relembra que muitas vezes necessitamos de uma
espécie de detox digital, ou seja, de uma fase de renúncia em termos de conexão
com intuito de nos reconectarmos de forma mais eficaz com outras pessoas e
principalmente com Deus.
Deus está constantemente presente no ciberespaço e altera as inúmeras
conexões existentes em uma espécie de rede de comunhão a partir do instante que
dois ou mais pessoas estão reunidos em nome de Jesus. A partir do instante a
qual nos encontramos em estado de graça, segundo Oriolo (2020), temos a
oportunidade de fazer com que o Reino de Deus venha para nossa rede de
comunicação.
A internet, para Oriolo (2020), é um dom de Deus e não surgiu com
intuito de poder nos separar, mas sim para nos conectar. A partir do instante
que o ser humano a utiliza para fins malignos, a mesma está a ser considerada
como desvirtuada de sua função original, que é a de poder facilitar a comunhão.
Desta forma podemos definir a cibergraça como sendo pessoas em comunhão no
período da cultura digital. Da mesma forma que são realizadas releituras da
graça perante as redes, necessitamos também repensar as ações de cunho
evangelizadoras na atualidade.
Evangelização no período digital.
A cultura digital nos proporciona a melhor compreensão de que os
processos comunicativos são constantes ações recíprocas existentes entre os
interlocutores. Uma vez que o processo de evangelização é tido como um processo
de comunicação, então podemos classificar como sendo uma real partilha da feliz
notícia relativa à salvação. Segundo conhecimento de Ribeiro (2020), evangelização
não pode ser taxada como uma simples função de expandir determinado conteúdo, uma
vez que se trata de uma forma encontrada para que ocorra um comprometimento
maior de vida com Jesus Cristo e com os
demais irmãos.
Um importante compromisso com o objetivo é de gerar a nossa vida um real
propósito, segundo Ribeiro (2020), com uma maior alegria e uma exuberante beleza.
Anunciar Jesus Cristo é expor a todos que possuir a crença nele e
principalmente segui-lo, não é algo somente verdadeiro e justo, porém de
extrema beleza, com o poder de expandir a vida na forma de um esplendor e em
uma imensa alegria, mesmo diante de provações. Um dos maiores desafios
existentes em nosso tempo é o repasse da coerência do repasse do
compartilhamento.
Rocha (2020) lembra que o procedimento de evangelização é um grande
grupo de ações as quais inclui as realidades do ser, dizer e fazer, as quais
podemos exemplificar como sendo o encontro autêntico, a existência do diálogo
fecundo, a escuta ativa, a utilização do olhar atento, o uso dos gestos de
ternura. Evangelizar é o procedimento de comungar da vida de um terceiro, como
no momento de olhar, da pessoa sentir compaixão pelos demais, de se aproximar
dos mesmos. Nesse procedimento só logra êxito a pessoa que ama e é amado. O
experimento do amor de Deus irá nos direcionar a realizar o testemunho desse
amor aos demais.
Guimarães (2020) lembra que, no procedimento da catequese, a qual vem
formar uma das fases do procedimento evangelizador, é de extrema importância
que aconteça a renovação do processo de evangelização como sendo a forma de
comunhão existente entre os indivíduos. Com o intuito de repensar o Evangelho
na fase digital, a real questão não reside na forma de utilizar as tecnologias
modernas para evangelização, mas de qual forma possa se transformar em um
indivíduo evangelizador no universo digital. A participação e a colaboração são
itens ímpares nos procedimentos evangelizadores dos nativos digitais, em
especial na catequese, a qual necessita realizar o cultivo da fé através da
experiência existente com o meio divino a qual o ser humano possui inserido sua
respectiva crença.
Por meio do procedimento de secularização da espécie humana e das
culturas existentes, uma grande parcela existente dos menores de idade está se
desenvolvendo sem o procedimento de transmissão do ensino da fé nos seios
familiares. Segundo Guimarães (2020), os procedimentos preparativos para os
sacramentos, os quais tem sido classificados como um rito da sociedade ao invés
de um ritual de fé, transformou-se em uma grande oportunidade de evangelização
dos batizados.
Dessa forma, na atualidade, já não se podem realizar as partilhas até
então existentes da evangelização e da catequese. Para Guimarães (2020), o
anúncio não poderá mais ser classificado como apenas a primeira fase da fé,
anterior a catequese, mas sim a dimensão que constitui cada instante da
catequese, a qual não poderá ser considerada um constante estudo da fé, mas sim
um encontro com intuito de gerar uma respectiva fé perante o diálogo, os
processos participativos e as boas relações a serem insertes por entre os
indivíduos.
terça-feira, 30 de setembro de 2025
Catequese Digital III
A primeira geração que podemos classificar como sendo a pioneira da era
digital e global é a geração Y. Tapscott (2010) coloca que é por meio dela que
podemos notar uma gigantesca ruptura dos padrões comportamentais se compararmos
as gerações existentes anteriormente. O surgimento de novas características nas
formas comunicativas emergem com força na geração Y e são fortemente
intensificadas nas gerações seguintes. Podemos afirmar que a geração Alfa terá
uma enorme distinção se comparada às demais, por conta da existência da
pandemia do COVID-19. Para exemplificar essas inúmeras alterações que surgem, expomos
algumas das muitas características existentes das gerações mais recentes,
segundo (TAPSCOTT, 2010, p 41-51):
·
Os relacionamentos autoritários existentes no
seio familiar, no ambiente escolar e na área de trabalho estão se alterando,
uma vez que o poder e o processo de conhecimento já não se encontram
disponíveis somente para os pais, para as pessoas que exercem respectiva chefia
ou pelos mestres; os menores de idade, devido a sua extrema habilidade com os
modernos dispositivos digitais, conseguiram importante autoridade de cunho
tecnológico. Isso faz com que as relações sociais se tornem mais horizontais,
tornando-as mais colaborativas e permitindo a ampliação de seu
compartilhamento;
·
A respectiva área classificada como
multiculturalista e pluralista de onde emergiram essa juventude classificada
como digital, a fizeram mais aberta e com maior tolerância, constante na batalha
às injustiças sociais, muito embora suas atividades se manifestem mais nas
áreas tecnológicas que nas ruas;
·
São tidos como sendo pessoas analíticas,
fartos observadores e pessoas íntegras, que constantemente batalham em busca da
ampla liberdade nos estudos e nos respectivos trabalhos, com intuito de poderem
ter o convívio da maneira que melhor lhe convir com seus respectivos gostos e
crenças pessoais;
·
O momento real, a exposição à velocidade e
também a ampla e constante exposição às mídias tornaram esses vultos muito mais
ansiosos, com uma reduzida paciência, extremamente dispersivos e carentes de
uma grande gama de reconhecimento;
·
Suas potencialidades cognitivas alteraram de
forma brusca de comparadas com as primeiras gerações. Por conta da fartura de
informações e Fake News, surgiram habilidades mais efetivas de processamento,
de utilização em processo seletivo, de categorização e de melhor aproveitamento
dos dados existentes.
Tapscoot (2010), coloca que, com relação à cognição, poderia acrescentar
que o intelecto das pessoas classificadas como sendo nativos digitais
transformaram-se para inventivo e criativo. Nesse momento deve-se esclarecer
que, mesmo tendo o amplo estudo das distintas gerações se transformado em algo indispensável no
processo formativo dos alunos catequistas, não significa que que os
catequizandos em sua ampla totalidade, poderão evoluir com as mesmas
características comportamentais e de aprendizagem. Nesse meio aparecem outros
inúmeros fatores que exercem uma grande influência sobre suas respectivas
mentalidades. Para poder ter a chance de transpor a etapa da experiência de
conexão para o processo de comunhão, emergiu a tecnologia a qual conhecemos como cibergraça.
A Cibergraça
A utilização da cultura digital não surgiu para passar de forma
repentina. Por conta de sua extrema importância, é necessário que saibamos como
conviver com a graça dessa nova realidade, que necessita do ser humano uma
ampla maturidade e uma maior disciplina. Oriolo (2020) lembra que durante o
período pandêmico, com as medidas de distanciamento sendo constantemente
utilizadas, tivemos como única alternativa para chegar até os catequizandos, conseguidas
por meio de uma maior utilização da comunicação digital.
Muito embora podemos consideram como sendo indiscutíveis os enormes
benefícios que a utilização da tecnologia proporciona, temos de tomar o cuidado
para que não ocorra uma “tecnodependência” da mesma, e passemos a ficar
dependentes dela, como se isolados em uma espécie de bolha. Toda forma de
“desvio” comportamental por conta da utilização da internet que venha a gerar
algum tipo de dano ao indivíduo ou a terceiros, é classificado como
ciberpecado. Dessa forma, Guimarães (2020) relembra que as iniciativas de boas
origens passaram a migrar em maior número para as redes on-line, porém as más
ações também progrediram para o universo digital. Dentre elas podemos citar os
constantes surgimentos das fake News, do cyberbulling, pedofilia e pornografia
digital, dentre outros.
Um grande problema existente na atualidade é com relação a utilização
dos dados pessoais de terceiros para poder gerar alguma espécie de lucro. A
partir do instante a qual fazemos uso de um serviço sem custos existente na
internet, na realidade ele não sai de graça, uma vez que nós nos transformamos
no produto a qual está sendo repassado aos clientes. Para Ribeiro (2020), esse
é um dilema de caracteres morais que geram o que classificamos como sendo
pecado estrutural da rede. É de extrema importância termos ampla consciência de
que a internet sempre teve problemas ditas estruturais, principalmente em se
tratando de conexão, para não adentrarmos em alguma espécie de armadilha.
A Igreja, em inúmeras documentações, trabalha na orientação da conduta
moral do ser humano perante as mídias, uma vez que possui plena consciência de
que a culpa dos respectivos males não recai sobre os meios utilizados, mas sim
da pessoa que o utiliza. Guimarães (2020) relembra que uma vez que os recursos
existentes na internet possuem a capacidade de potencializar a expansão do
pecado a qual cometemos, eles conseguem uma expansão ainda maior da graça a
qual vivemos assim como dos bens que praticamos diariamente.
sexta-feira, 8 de agosto de 2025
Catequese digital II
Spadaro (2012) coloca que a catequese necessita ofertar uma atenção
especial à cultura digital, que foi dinamizada a partir do período pandêmico da
COVID-19. Por meio desta, houve um maior
acolhimento das oportunidades que emergiram e foram direcionadas ao processo
educacional da fé. A digitalização, porém, não passou somente a ser uma simples
parte das culturas que encontramos na atualidade, mas tem o poder de
estabelecer uma cultura até então inexistente, alterando desde a linguagem, a
forma de pensar e a possível reconstrução das escalas dos diversos valores.
Isso possibilita um provável redirecionamento para uma maior descoberta nos
procedimentos de conscientização e criação dessa nova região, a qual terá
conexão direta através de inúmeros meios digitais.
Segundo Spadaro (2012), o período conhecido como sendo da
(des)informação veio proporcionar vastas
experiências inéditas relativas às áreas desterritorializadas e de forma a fazer
uso de comunicação de forma instantânea e onipresente. O surgimento de uma nova
cultura, de forma eletrônica conseguiu alterar a relação dos indivíduos com o
tempo e espaço.
A partir do instante que se fala em rede, não queremos nos referir a um
complexo de dispositivos digitais, mas sim a indivíduos conectados através
dessas tecnologias, gerando uma nova forma de comunicação entre as pessoas. O
Papa Francisco (2014) coloca que os meios digitais são locais extremamente
férteis em termos de comunicação por conta da humanidade, uma vez que não
necessita de cabos, mas especialmente por relações dos seres humanos. Dessa
forma, a internet não é simplesmente uma estrutura técnica, mas principalmente se
trata de um conjunto de diversas experiências de relações, onde pode ocorrer
através de seres humanos ou mesmo por meio de inteligências artificiais.
Diante tudo isso, pode-se notar que o ciberespaço jamais será um
ambiente a qual podemos classificar como neutro, mas uma área qualificada por
meio das ações que realizamos. Dessa maneira, Tapscoot (2010) coloca que há de
se definir que o ambiente digital como sendo um local antropológico, social e
ético. Assim sendo dever-se-á ser considerado como um local sagrado,
especialmente no período pandêmico, onde se pode exercer a prática e a cultura
da fé. Por meio desse experimento cristão através da internet, aparecem
questionamentos teológicos as quais necessitam abordagens constantes: a
ciberteologia.
Ciberteologia: o mundo tentando ser compreendido pela fé
Se tivermos como base a teologia dos sinais existentes na época do
Concílio Vaticano II, poderemos notar que a ciberteologia surgiu no ano de
2012, criada pelo jesuíta de origem italiana Antônio Spadaro, com intuito de
ser uma nova área teológica a qual direciona a uma compreensão da cultura
digital perante à luz da fé das pessoas e seus respectivos impactos com o
intuito de compreender a existência da fé cristã. Tapscoot (2010), procura
relembrar que a ciberteologia tem a
internet como uma grande opção para que o profissional em teologia possa vir a
se colocar de maneira adequada, com intuito de que possa ler a realidade e
realizar, construir reflexões no que diz respeito a fé existente na atualidade.
Esse novo tema abordado possui como base o respectivo pensamento: as
novas formas de tecnologias digitais, principalmente a internet, alteraram a forma
de se comunicarem, uma vez que passaram a fazer uso de uma nova forma de
linguagem, onde passaria a fazer uso de uma nova forma de fluir os pensamentos.
Se compreendemos a teologia como sendo “intellectus fidei”, raciocinando sobre
a fé, estaremos fazendo com que a cultura digital esteja se transformando de
forma a alterar a maneira a qual se pratica a teologia na atualidade. Spadaro
(2012) coloca que a ciberteologia pode se definir o pensamento da fé cristã na
era digital. Novas abordagens teológicas surgem constantemente e que estão
relacionadas diretamente ao fenômeno digital inovador que emergiu com toda
força, a qual foi criado por meio da inserção na teologia protestante, no ano
de 2014.
A catequese, segundo Rocha (2020), passou por alterações drásticas
durante a fase de pandemia COVID-19, que veio adiantar o procedimento de
digitalização. Compreender as alterações na forma de transmissão da fé se
tornou algo de extrema importância, onde o Diretório para a Catequese (2020)
expõe esse conteúdo. A cultura da era digital, que permitiu a necessidade de
novas atividades teológicas, gerando novos indivíduos eclesiais as quais
devemos ter conhecimento.
Nativos digitais: os personagens novatos da catequese
Para Oliveira (2010), o sucesso para que ocorra o processo de
comunicação é extremamente dependente do conhecimento e também da proximidade
existente entre os indivíduos. Assim sendo, os catequistas necessitam conhecer
os caracteres insertes na prática da comunicação, sendo que é necessário
possuir uma ampla visão do mundo moderno, de tudo o que gira ao seu redor e dos
demais, passando a compreender o comportamento e a aprendizagem de cada
indivíduo que está passando pelo processo da catequização.
Com o processo de globalização, esses conhecimentos passaram a ser
compartilhados por pessoas jovens de uma única época. Isso direcionou à criação
do estudo mais aprofundado das gerações. Na atualidade, segundo Oliveira
(2010), existem seis gerações que possuem o convívio em comum. Estas gerações
são a Belle Époque, que são as pessoas nascidas entre os anos 1920 e 1940; a
Baby Boomers, que são os nascidos no período de 1940 a 1960; a geração X,
oriunda de 1960 a 1980; a geração Y, dos anos de 1980 a 1999; a geração Z dos
nascidos no período de 1999 a 2010, e mais recente a geração Alfa, das pessoas
nascidas do ano de 2011 até os dias atuais. As bruscas diferenças encontradas na
mentalidade existente entre as gerações podem gerar constante conflitos entre
as gerações, se não forem em busca de um conhecimento similar e passarem a ter
maior compreensão com relação aos demais.
Essas gerações podem ser classificadas em dois distintos conjuntos: as
três primeiras gerações passam a compor o conjunto dos imigrantes digitais, e
as últimas três formas são as que emergiram inseridas ao que conhecemos como
sendo a revolução digital, também podendo utilizar a nomenclatura de nativos
digitais. Tapscoot (2010) lembra que se torna necessário realizar a colocação
de que para classificar o indivíduo como sendo nativo não direciona ao mesmo
uma ampla rede de conhecimento a qual o mesmo já nasceu com a compreensão de
como é e para que se pode utilizar da melhor forma os equipamentos digitais. O
respectivo termo procura colocar o período, contexto e aspectos existentes
nesses grupos. Independente da geração a qual a pessoa se inclua, todas, sem
exceção, sempre necessitarão de serem capacitadas para poderem enfrentar a era
digital.
segunda-feira, 7 de julho de 2025
A CATEQUESE
DIGITAL
A partir do instante a qual observamos o passado da Igreja, veremos que
a comunicação estava sempre fundamentada em uma vivência comunitária, onde se
transmitiria a fé em um ambiente adequado e participativo. Oliveira (2010)
lembra que no decorrer da história da comunicação, a instituição da Igreja
passou por inúmeras dificuldades para poder ter um reconhecimento da extrema
importância das formas de comunicação como um objeto de extrema importância
para a difusão dos valores existentes na Igreja.
Para Oliveira (2010), a Igreja
passou a ter maior ampliação e aprofundamento com relação à importância dos
meios de comunicação em massa somente após o papado de Pio XII, no ano de 1957,
onde passou a dar muita importância para o rádio, cinema e principalmente pelos
meios televisivos.
Com o tempo, as pastorais começaram a abrir as possibilidades reflexivas
com relação às formas de comunicação ao orientar que essa área poderia ter
enorme sucesso no quesito em aproximar mais as pessoas da Igreja. Dessa forma, Oliveira
(2010) coloca que os meios de comunicação passaram a ter uma função importante
no auxílio dessa missão perante a sociedade.
Já nesse século, segundo Tapscoot (2010), a Igreja, com relação a
cultura digital lançou a carta apostólica a qual foi denominada “o rápido
desenvolvimento”, datada do ano de 2005, onde João Paulo II se dirigia
diretamente a todos os responsáveis pelas comunicações sociais. Ele colocou os
desafios as quais necessitam serem sanados para que ocorram vivências reais na
área da comunicação da Igreja, colocando a extrema importância de migrar para
os procedimentos digitais. Na reflexão é colocado que não se deve somente fazer
uso dos meios de comunicação em massa como uma forma de difusor da mensagem a
ser transmitida, mas como uma maneira de expandir essa classificada como nova
cultura surgida por meio de meios de comunicação tecnológicos. Para isso, João
Paulo II pede:
Não tenhais medo! Não tenhais medo das novas tecnologias!
Elas incluem-se “entre as coisas maravilhosas”, “Inter Mirifica”, que Deus pôs
à nossa disposição para as descobrirmos, usarmos, fazer conhecer a verdade,
também a verdade acerca do nosso destino de filhos seus, e herdeiros do Reino
Eterno. (PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PROMOÇÃO DA NOVA EVANGELIZAÇÃO, 2020)
Catequese Digital
A catequese digital proporciona a formação de uma nova mentalidade sobre
a própria pessoa. Foi necessária uma conscientização com relação ao que é a
rede. Porém, não é somente uma forma de conscientização com relação ao que é o
que conhecemos como rede, mas uma evolução no amadurecimento compreensivo sobre
o que se vive no dia-a-dia. Da mesma forma que a Igreja necessita estar em
estado constante de auxílio, sendo necessário a utilizar novos olhares com a
realidade a qual os meios digitais irão
proporcionar.
Por meio da evolução da cultura por meios digitais, da inserção da
ciberteologia, a catequese digital permite que venhamos a inserir nesse
trabalho dados as quais são colocados os conhecimentos sobre o tema e sua respectiva necessidade da
população em ter em seu meio para melhor evolução.
Diante tudo isso, lança-se a pergunta: a catequese digital, devido a
imposição proposta pelas bruscas mudanças impostas pelo período pandêmico,
ficará permanentemente em meio à educação proposta pela Igreja, com aceitação
uniforme da população?
Pelos estudos por meio dos conteúdos vistos, podemos afirmar que essa
alteração é algo que surge para ficar em nosso meio de forma constante,
independente de estar em período pandêmico ou não. Quem ganha com tudo isso são
as pessoas as quais estão adquirindo esses estudos, por conta de ter a
possibilidade de adquirir uma melhor capacitação.
segunda-feira, 9 de setembro de 2024
CELEBRAÇÃO MÊS DA BÍBLIA
- Música:
- Mantra: A Palavra de Deus
ouvida
Tua Palavra é, luz no meu caminho, luz no meu caminho, Senhor, Tua
Palavra é.
Animador: Irmãos e Irmãs,
sejam todos bem-vindos a celebração do Mês da Bíblia. O Senhor nos reúne, nos
alimenta com a sua Palavra, com a Eucaristia, e fortalece nossa missão a
serviço da evangelização e da vida. O mês de setembro, reconhecido pela Igreja
no Brasil como o mês da Bíblia, é para nós uma grande riqueza. Ele possibilita
preparar, vivenciar e testemunhar com entusiasmo e empenho as celebrações em
nossas comunidades, bem como fortalecer a catequese, os círculos bíblicos,
grupos de reflexão e pastorais que buscam na Palavra de Deus a força e a
mística para a missão.
Todos: A Bíblia é fonte de
sabedoria e inspiração para os catequistas, catequizandos, famílias e todos os
agentes de pastoral de nossas comunidades.
Leitor 1: Na verdade,
precisamos despertar a consciência de que todo dia é dia da Bíblia, e como
cristãos temos a necessidade de ler, rezar e meditar os textos bíblicos
diariamente. Porém, como Igreja, no mês de setembro damos um destaque maior à
Bíblia e a seu patrono São Jerônimo, o grande tradutor da Bíblia Latina. Somos
felizes por sermos catequistas, ouvintes e praticantes da Palavra. Desejamos
ser discípulos e missionários de Jesus Cristo para um mundo em mudança.
Canto: É como a chuva que
lava, é como o fogo que arrasa. Tua palavra é assim, não passa por mim, sem
deixar um sinal.
Todos: A leitura e a
meditação diária da Bíblia ajudam-nos a perceber, assumir e viver a Palavra de
Deus no compromisso com a justiça, a solidariedade e o amor fraterno.
Animador: A Bíblia é o livro
que documenta a educação da fé do Povo de Deus ao longo de sua história. Ela
vem iluminando a caminhada do povo de geração em geração, em cada circunstância
da história. A Palavra de Deus é atual, viva e eficaz (Hb 4,12). Com sua
leitura, encontramos critérios para o discernimento e o agir na realidade do
dia a dia. A Igreja, atenta aos sinais da palavra, nos
chama a uma intimidade sempre maior com este presente de Deus.
Todos: Nós, catequistas,
como ministros da Palavra, procuraremos escutar, vivenciar e anunciar com paixão
esta boa notícia aos catequizandos e ao mundo para que “ouvindo creiam, crendo
esperem, esperando amem” (DV 1).
Animador: A Bíblia não é
simples livro, no qual se faz uma leitura, mas sim um caminho que nos revela os
princípios das verdades da fé.
Animador: A Palavra de Deus
alimenta a ação catequética e a vida cristã. A leitura contínua da Bíblia faz
parte do esforço e da formação permanente dos catequistas.
Leitor 2: Uma das grandes
conquistas da caminhada bíblica em nosso país foi a descoberta de que a Bíblia
é o mais importante livro de catequese que temos. A catequese não é completa se
o catequista não descobrir a importância de ter em suas mãos a Palavra de Deus.
Recordamos também as palavras do papa Bento XVI na abertura da V Conferência em
Aparecida que diz: “Cristo nos dá a conhecer sua pessoa e sua doutrina por meio
da Palavra de Deus. Nossa tarefa é a de educar o povo na leitura e meditação da
Palavra de Deus: que ela se converta em alimento para que, por sua própria
experiência, vejam que as Palavras de Jesus são Espírito e Verdade (Jo 6, 63).”
Leitor 3: A Escritura é
fonte e princípio da revelação de Deus. A leitura da Bíblia não é mera questão
de técnicas: é uma opção de vida, fruto do dom do Espírito (cf 1Cor 2, 1-16; Rm
11, 33-36). Por isso, a leitura Bíblica deve nos tornar pessoas humanas,
fraternas e capazes de construir um mundo melhor. Tornar o leitor capaz de
confiar na Palavra como força para transformar vidas,
animar esperanças, alimentar a fé e como caminho de realização do Plano
de Deus.
Canto:
DEUS NOS FALA
Animador: O texto que vamos
refletir e celebrar hoje é o do livro do Êxodo 16,12-21
Animador: Diante da Bíblia,
o livro da fé e da vida, vamos manifestar o nosso louvor a Deus pela sua
Palavra que com sabedoria orienta e sustenta nossa caminhada.
1- Por todos os catequistas espalhados pelo Brasil que divulgam a
Bíblia como fonte de educação da fé, da justiça e da paz.
Bendito seja Deus para sempre!
2- Pelo Serviço de Animação e Divulgação da Bíblia existentes entre os cristãos.
Bendito seja Deus para sempre!
3- Por todos os grupos de reflexão e círculos bíblicos que se reúnem em
torno da Palavra.
Bendito seja Deus para sempre!
4- Pela descoberta da Sagrada Escritura como a fonte da Catequese.
Bendito seja Deus para sempre!
DEUS NOS ENVIA
Animador: Um catequista
segura a Bíblia, todos estendem a mão em direção à Bíblia para acolher a bênção
de Deus.
O Senhor te abençoe e te guarde. AMÉM!
O Senhor faça brilhar sobre ti sua face, e se compadeça de ti.
AMÉM!
O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz. AMÉM!
terça-feira, 12 de dezembro de 2023
CATEQUESE DIGITAL
Por conta do período pandêmico em território brasileiro, especificamente, a catequese digital surgiu com intuito de sintetizar a proposta da transmissão do conhecimento ao catequista em momento de reclusão por conta da pandemia de COVID-19. Como a Igreja necessita estar em um contínuo processo de transmissão de conteúdo relacionado a crença religiosa, ela se lançou no mundo digital, em um caminho sem volta com intuito de adentrar nas residências permeada pela tecnologia digital. Essa reflexão será aprofundada nesse trabalho, expondo os assuntos principais para a realização com sucesso da Catequese Digital. O mundo está em constante processo de transformação para a era digital. Diante dessa evolução, surge o problema a ser superado: Como inserir a catequese no meio digital para que obtenha êxito? A Catequese necessita estar acompanhando as mudanças que a cultura digital inseriu na vida das pessoas, principalmente no período de pandemia. O meio digital, com toda sua funcionalidade, não apenas está incluso nas culturas existentes, que está construindo uma nova cultura, onde procura modificar a priori, a linguagem, procurando moldar a mentalidade e transformando as hierarquias existentes nos valores. A Catequese necessita acompanhar as alterações impostas por essa impressionante “revolução” tecnológica imposta pela pandemia. Este trabalho tem como objetivo propor alterações que proporcionem maiores possibilidades de reformulação para a transmissão do conhecimento da Catequese, mantendo, por meios digitais, a mesma qualidade e eficiência de ensino-aprendizagem. Estarei compartilhando o meu Trabalho de Conclusão de Curso - Bacharel em Teologia Católica.
terça-feira, 25 de julho de 2023
A parábola familiar do Bom Samaritano
Conta-se que uma família ia descendo de Jerusalém a Jericó, caminhando pelas estradas da história. De repente, uma quadrilha de inimigos, chamada de “tempos modernos”, a atacou no caminho e foi roubando todos os seus bens, a saber: a fé, a unidade, a fecundidade, a indissolubilidade, o diálogo familiar e, por último, a santidade. Em seguida, fugiram travestidos com novas roupas de modernidade. Aconteceu que, pela estrada da história, passou um psicólogo, representante de uma das escolas psicológicas, viu a família caída no chão e sentenciou? ‘Não disse? A família não quer aceitar a teoria da liberdade sexual total e é uma grande desmancha-prazer dos filhos e castradora dos seus desejos de felicidade. Então só poderia acabar assim, rejeitada. E seguiu adiante.
Em seguida, passou um sociólogo, que também
representava certas teorias modernas, viu a família prostrada e também a
acusou: ‘Faz tempo que, atrás de minhas pesquisas, eu achava que a família
fosse uma instituição falida e que deveria acabar. Precisamos viver a era do
amar livre’. Dito isto, passou adiante. Veio depois a Catequese, a Boa
Samaritana, viu a família machucada, perdendo muito sangue e recordando as
atitudes de Jesus, teve pena e compaixão, inclinou-se sobre ela, tomou-a em
seus braços e levou-a para seu a hospedaria que se chama Comunidade
Cristã, a fim de que fosse tratada e recuperada.
(Extraída da Revista de Catequese, p. 48, n. 121,
Janeiro/2008, com adaptações).
O que essa parábola tem a nos ensinar? Quais os
ensinamentos para a catequese?
Luzes e esperanças para a família do século XXI
Nem tudo são só espinhos e sombras. Temos presente em nossa realidade familiar luzes que
nos dão muitas esperanças:
→Cresceu a consciência da
liberdade pessoal e maior atenção à qualidade das relações
interpessoais no matrimônio.
→ A promoção da dignidade da
mulher.
→ Maior atenção na educação dos
filhos no exercício da paternidade e maternidade
responsável.
→ Maior união da família nas
relações de ajuda, nos momentos de necessidade.
→ Descoberta da importância da
família e sua missão na Igreja e na sociedade.
Tanto a família quanto a catequese tem uma missão em
comum: educar para o Amor,
transmitindo valores humanos e cristãos. Diante das
ameaças do mundo capitalista, é preciso não perder a esperança e abrir-se ao
diálogo, revendo nossos métodos para educar os filhos no lar.
A família deve
formar os filhos para a vida, de modo que cada um realize plenamente o seu dever
segundo a vocação recebida de Deus. De fato, a família que está aberta aos
valores do transcendente, que serve os irmãos na alegria, que realiza com
generosa fidelidade os seus deveres e tem consciência da sua participação
cotidiana no mistério da Cruz gloriosa de Cristo, torna-se o primeiro e o
melhor seminário da vocação à vida consagrada ao Reino de Deus.
O Documento da Conferência de Santo Domingo (cf. n. 214)
apresenta a identidade e a
missão da família através de quatro aspectos:
a) A missão da família é viver, crescer e aperfeiçoar-se
como comunidade de pessoas
chamadas a testemunhar a unidade por toda a vida (valor
unitivo).
b) Ser santuário da vida, serva da vida, conservando o
direito à vida como a base de todos os direitos humanos (valor procriativo).
Nela deve-se transmitir e educar para os valores autenticamente humanos e
cristãos.
c) Ser ‘célula primeira e vital da sociedade’. Por
natureza e vocação, a família deve ser
promotora do desenvolvimento, protagonista de uma nova
cultura que valorize a família.
d) Ser ‘Igreja doméstica’ que acolhe, vive, celebra e
anuncia a Palavra de Deus. Lugar
privilegiado para a “fazer catequese”, aprofundando e
dando razões para a fé, na vivência do discipulado de Jesus.
A família encontra hoje não poucos obstáculos, sobretudo
neste “momento histórico em que ela é vítima de muitas forças que buscam
destruí-la ou deformá-la” (Santo Domingo, n. 210). Deste modo, a catequese
precisa conhecer algumas pistas de ação para ajudar a família a encontrar a sua
missão:
a) Conhecer as diversas situações e a realidade de cada
catequizando.
b) Conscientizar as famílias para participação mais ativa
na Igreja, como incentivo e
testemunho para os seus filhos que estão caminhando na
catequese.
c) Por meio de ações conjuntas com a Pastoral Familiar,
oferecer esclarecimentos e
possibilidades de regularização às famílias em situações
irregulares (especialmente aos
amasiados que não têm impedimentos para casar na Igreja).
d) Não discriminar as famílias e crianças e não
abandoná-las por motivo algum. Acolher a todos, sem distinção,
independentemente de suas opções.
e) Oferecer às famílias em dificuldades apoio e
orientação, no diálogo.
f) Aos casais separados, prestar apoio e acolhida, com
especial atenção aos seus filhos.
g) Distinguir entre o mal e a pessoa. No dizer do papa
Paulo VI: “Jesus foi intransigente para com o mal, porém misericordioso para
com as pessoas”.
h) Distinguir com perspicácia as famílias que procuram a
Igreja não muito bem intencionada, querendo dar um jeitinho para receber os
sacramentos sem a devida preparação.
i) As situações delicadas que aparecem na catequese, levar
ao conhecimento do padre para descobrirem juntos as possíveis soluções. Depois
de averiguar os casos, dar os
encaminhamentos necessários, baseando sempre na verdade e
na caridade.
A família continua sendo muito importante para os planos
de Deus. Ela é uma instituição divina, sonhada por Deus e fruto da sua benigna
vontade. Ela não pode ficar desacreditada. Ela é dom de Deus, por isso merece
todo o nosso empenho e todo o nosso amor. Se a catequese não zela pela família,
como vai cuidar pastoralmente dos seus catequizandos? E se as famílias não se
interessam pela catequese, que futuro poderão dar a seus filhos no caminho da
justiça e da fé?
A catequese pergunta: E a família como vai?
“À medida que a família cristã acolhe o Evangelho e amadurece na fé,
torna-se comunidade
evangelizadora.” (João Paulo II)
Chamada a ser o Santuário da Vida
e o lugar privilegiado para experimentar o amor, a
família hoje vive as ameaças da
sociedade influenciada pelo consumismo, relativismo, ateísmo, individualismo,
utilitarismo, subjetivismo e hedonismo (culto ao prazer).
O mundo hoje é plural, mas também
fragmentado. As ciências e as tecnologias se
desenvolveram tanto que acabam
passando por cima dos princípios da ética e da religião. E quem acaba sofrendo
os impactos da sociedade pós-moderna é a família, por vezes mergulhada num horizonte
cheio de dramas. As pressões do mundo globalizado são tantas que às vezes a
família fica num beco sem saída.
Quais as dificuldades que passam as nossas famílias? O que
influencia as famílias hoje?
Olhando para a realidade atual, verificamos diversas
realidades. Entre elas, vale mencionar:
• Falta de uma espiritualidade conjugal mais profunda de
diálogo e de comunhão.
• Ausência dos pais na educação de seus filhos.
• Meios de comunicação assumindo a rédea da educação dos
filhos.
• Influência da “ditadura do relativismo” gerando uma ética da
situação.
• O culto ao corpo e a busca do prazer pelo prazer,
banalizando a sacralidade do ato
conjugal.
• Valores familiares como o amor, fidelidade e respeito sendo
relativizados.
• Aumento de relacionamentos instáveis. Nas primeiras
dificuldades, casais optam por
trocar os parceiros.
• Número crescente de divórcios.
• Direito à liberdade colocado acima do direito inviolável à
vida, incentivando assim a
prática do aborto.
• Instauração de uma mentalidade
contraceptiva.