segunda-feira, 25 de março de 2013


Um apoio para a reflexão:
“A fonte na qual a catequese busca a sua mensagem é a Palavra de Deus. (DNC 106)
“O perfil do catequista é um ideal a ser conquistado, olhando para Jesus, modelo de Mestre, de
servidor e de catequista. Sendo fiel a esse modelo, é importante desenvolver as diversas
dimensões: ser, saber, saber fazer em comunidade” (DNC 261).
“Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas pelo encontro com
um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida, e, com isso, uma
orientação decisiva” (DA 12).
Discipulado não é ponto de chegada, mas processo: “ser discípulo é dom destinado a crescer” (DA
291).
“A catequese não pode se limitar a uma formação meramente doutrinal, mas precisa ser uma
verdadeira escola de formação integral. Portanto, é necessário cultivar a amizade com Cristo na
oração, o apreço pela celebração litúrgica, a experiência comunitária, o compromisso apostólico
mediante um permanente serviço aos demais” (DA 299).
“A admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertam uma resposta
consciente e livre desde o mais íntimo do coração do discípulo, uma adesão de toda sua pessoa ao
saber que Cristo o chama por seu nome (cf. Jo 10,3). É um “sim” que compromete radicalmente a
liberdade do discípulo a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6)” (DA 136).
“Quando cresce no cristão a consciência de se pertencer a Cristo, em razão da gratuidade e alegria
que produz, cresce também o ímpeto de comunicar a todos o dom desse encontro. A missão não
se limita a um programa ou projeto, mas em compartilhar a experiência do acontecimento do
encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade
e da Igreja a todos os confins do mundo (cf. At 1,8)” (DA 145).
“A espiritualidade dá um sentido à missão, mas ela precisa ser alimentada pela leitura orante da
Bíblia, pela oração pessoal e comunitária e pela vida sacramental. A espiritualidade ajuda a
valorizar a dignidade da pessoa humana, a formar a comunidade e a construir uma sociedade
fraterna e justa” (Texto Base do Ano Catequético, n. 90).

quarta-feira, 20 de março de 2013


Comunidade, ensaio do Reino (Carlos Mesters)
Toda nova experiência de Deus, quando verdadeira, traz mudanças profundas na
convivência humana. Eis algumas das mudanças que apareceram na comunidade de pessoas que se
formou ao redor de Jesus.
1. Todos irmãos. A base da comunidade não é o saber, nem o poder, mas a igualdade de
todos como irmãos. É a fraternidade.
2. Igualdade homem e mulher. Jesus muda o relacionamento homem mulher, pois tira o
privilégio do homem em relação à mulher.
3. Partilha dos bens. Ninguém tinha nada de próprio(Mc 10,28). Jesus não tinha onde
reclinar a cabeça (Mt 8,20). Mas havia uma caixa comum que era partilhada também
com os pobres (10 13,29).
4. Amigos e não empregados. A partilha deve atingir a alma e o coração (At 1,14;4,32).
Eles rezam juntos, sofrem juntos. A comunhão deve chegar ao ponto de não haver mais
segredo entre eles (10 15,15).
5. Poder é serviço. (Lc 22,25-26; Mc 10,44; Jo 13,15; Mt 20,28).
6. Poder de perdoar e reconciliar. O perdão de Deus passa pela comunidade que deve ser
lugar de perdão e de reconciliação, e não de condenação mútua (Jo 20,23; Mt 18,18).
7. Oração em comum. Eles iam juntos em romaria ao Templo (10 2,13;7,14;10,22-23),
rezavam antes das refeições (Mc 6,41; Lc 24,30), freqüentavam as sinagogas (Lc 4,16).
E, com grupos menores, Jesus se retirava para rezar (Lc 9,29; Mt 26,36-37).
8. Alegria. Jesus diz aos discípulos: “Felizes são vocês, porque seus nomes estão escritos
no céu” (Lc 10,20), seus olhos vêem a realização da promessa (Lc 10,23-24), o Reino é
de vocês! (Lc 6,20). É a alegria que convive com dor e perseguição (Mt 5,11). Ninguém
consegue roubá-la (Jo 16,20-22).
Estas são algumas das características da comunidade que nasce ao redor de Jesus. Ela é o
modelo para a comunidade dos primeiros cristãos, descrita nos Atos dos Apóstolos (At 2,42-47;
4,32-35). Serve de modelo para todos nós! A comunidade deve ser como o rosto de Deus,
transformado em Boa Nova para o povo.

terça-feira, 12 de março de 2013


Shalom
Dá-nos, Senhor aquela Paz inquieta que denuncia a Paz dos cemitérios e a Paz dos lucros fartos.
Dá-nos a Paz que luta pela Paz! A Paz que nos sacode com a urgência do Reino. A Paz que nos invade, com o vento do Espírito, a rotina e o medo, o sossego das praias e a oração de refúgio.
A Paz das armas rotas na derrota das armas.
A Paz da fome de Justiça, a paz da Liberdade conquistada, a Paz que se faz "nossa" sem cercas nem fronteiras,
 Que tanto é "Shalom" como "Salam", perdão, retorno, abraço... Dá-nos a tua Paz, essa Paz marginal que soletra Em Belém e agoniza na Cruz e triunfa na Páscoa. Dá-nos, Senhor, aquela Paz inquieta, que não nos deixa em paz!
Pedro Casaldáligaloja grátis

domingo, 10 de março de 2013


A reunião Setorial foi excelente, das 12 Paróquias do setor, participaram 10. A explanação do Chiquinho e o debate da CF2013 foi muito bom. Obrigado Paróquia Sagrada Família por nos acolher. Nosso agradecimento. Luiz Sergio, Ana Cristina, Alexandre. Vanderlei, Irmão Augusto e Rosa.



quarta-feira, 6 de março de 2013


Tempo de Quaresma - Tempo de Amor: por isso Tempo de Mudanças e Ousadias (Paulo Ueti)

Oh, tu que, em silêncio, vives no fundo do coração.  
Revela-nos a tua imensa realidade,
Faze que vivamos a tua viva presença.
Tu que, em silêncio, vives no fundo do coração.

1. Introdução
Iniciar a celebração cantando uma música conhecida da comunidade que trás boas lembranças e alegria.
2. Tocando em frente
3. Ambientação e partilha
Acende-se uma vela. Providencia-se um pote com sal. Deixa-se passar pelas mãos das pessoas: a vela e o pote de sal.
a) O que gostaríamos de celebrar neste momento?
b) Que desejos temos para o presente?
c) Que desejos temos para mudanças: na vida pessoal, na comunidade, na política, na igreja...?
4. Canto
Todas as coisas são mistério.
Todas as coisas são mistério.
O que me faz viver, o que me faz te amar.
Nem sequer quando penso em você,
Não consigo explicar.
O vento que sopra na rosa,
A luz que brilha em teu olhar,
O que ferve no aqui dentro
Do peito, ao te beijar.
5. Memória Bíblica
Vamos ler Mateus, 6 dos versículos de 1 a 18.
Partilha
a) o que nos chama a atenção neste texto?
b) o que gostaríamos de dizer uns aos outros neste tempo de partilha e conversão?
6. Oração
7. Canto e partilha.
As pessoas vão compartilhando, dando umas as outras e desejando paz e esperanças para o cotidiano da vida. Isso pode ser dito sem palavras, com um grande e forte abraço, olhar, beijo.
Benção
Que a terra abra caminhos sempre à frente dos teus passos. E que o vento sopre suave aos teus ombros. Que o sol brilhe sempre cálido e fraterno no teu rosto. Que a chuva caia suave entre teus campos. E até que nos tornemos a encontrar. Deus te guarde no calor do teu abraço; e até que nos tornemos a encontrar. Deus te guarde, Deus nos guarde no carinho do beijo e do nosso abraço. Amém.


domingo, 3 de março de 2013

Amigos catequistas, amanhã a tv aparecida começa a exibir a série Papas dos Concílios. Já assisti e indico a todos. O horário: 20 horas. Vale a pena conferir.

sexta-feira, 1 de março de 2013


Um texto para refletir: A pipoca
A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas
o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.
Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Nunca imaginei,
entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi
precisamente isso que aconteceu.
A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e
se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria
bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os
milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso
aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e
colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e
pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura.
O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.
Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma
enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros
quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam
comer.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não
passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a
gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não
passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e
dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor
jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação
que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho,
ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo,
ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos
remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da
grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada
vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura,
fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a
transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é
capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece:
PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma
nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta
voante.
Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte
e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar
de ser de um jeito para ser de outro.
Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os
paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era
gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do
Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se
recusa a estourar. Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior. Piruás são
aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que
não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. Ignoram o dito de
Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á". A sua presunção e o seu medo são a dura
casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não
servem para nada. Seu destino é o lixo.
Que o fogo do Espírito Santo possa estar queimando nossas cascas e fazendonos
mais maleáveis ao seu sopro. Deixa-te moldar pela Palavra viva e pelo poder de
Deus! Saia da mesmice e faça diferença em sua geração!
Rubem Alves

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


Do  Cebi

Transfiguração: celebração antecipada da vitória sobre a cruz - Ildo Bohn Gass


Ampliar imagem
Segundo os evangelistas, a cena da transfiguração está em meio aos anúncios da paixão. A intenção é mostrar como a cruz faz parte da vida de quem assume o projeto do Pai até as últimas consequências. A fidelidade a Deus e ao resgate da vida dos pobres contraria interesses religiosos, econômicos e políticos. Nesse sentido, a perseguição pelos poderes que governam este mundo é inevitável na vida de quem assume a causa do Reino e de sua justiça.
Este relato é uma leitura pós-pascal e pretende narrar antecipadamente a vitória de Jesus sobre a morte na cruz, apresentando-o como o messias glorioso. É o que indica sua roupa branca como a luz (Mt 17,2). A ressurreição, a vitória sobre os poderosos, é a vida em toda a sua plenitude que vence os poderes de morte deste mundo.
Elias é o representante da profecia. Moisés faz lembrar não somente o êxodo, mas também todo Pentateuco, toda lei, que a tradição judaica atribuía a ele. Por um lado, a lei e os profetas, isto é as Escrituras todas, se cumprem em Jesus. Ou seja, o Nazareno dá continuidade à primeira aliança, levando-a à sua plenitude. Por outro lado, a comunidade de Mateus apresenta Jesus como um profeta que, tal como os profetas Elias (1Rs 17,1) e Moisés (Dt 18,15), veio anunciar um novo êxodo de liberdade para seu povo. O fato de Jesus subir, acompanhado por Pedro, Tiago e João, no alto de uma montanha (Mt 17,1), confirma esta perspectiva, pois é uma referência ao monte Sinai, no qual Deus deu a conhecer ao povo o seu projeto de vida e de liberdade, que Moisés registrou no decálogo (Ex 20,2-17). A tradição identificou a montanha da transfiguração com o monte Tabor. E Jesus é apresentado ao mundo como o novo Moisés que vem para resgatar a essência da lei, isto é, o amor que liberta e promove a vida de todos igualmente.
Ao propor ficar na montanha e construir três tendas (Mt 17,4), Pedro revela sua dureza de coração. Fazia pouco tempo que Jesus já lhe tinha chamado a atenção para sua cegueira, acusando-o de cumprir a função de Satanás como pedra de tropeço no projeto de Deus (Mt 16,22-23). Mesmo assim, Pedro ainda não compreendera que a construção da justiça do Reino não permite privilégios, nem acomodação. Ser discípulo não é somente participar da glória de Jesus, mas é também carregar a sua cruz, gerando e defendendo a vida.
A nuvem (Mt 17,5) é um dos símbolos privilegiados na Bíblia para falar da presença de Deus (Ex 13,21; 16,10; 34,5; Nm 12,5). E, tal como em Lucas o anjo dissera a Maria "o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra" (Lc 1,35), agora desceu uma nuvem sobre a montanha, "cobrindo-os com a sua sombra". É o Pai confirmando a missão do Filho. Da nuvem saiu uma voz que disse: "Este é meu filho amado, em quem me comprazo, ouvi-o", da mesma forma como já havia anunciado por ocasião do batismo (Mt 3,17). Jesus é o Emanuel, presença libertadora de Deus entre nós (Mt 1,23).
Não é possível acomodar-se no alto da montanha. Ouvir a sua voz desinstala e leva adescer para junto do povo sofrido e tornar o Reino de Deus presente, sem ufanismo ou triunfalismo (Mt 17,9). Mas ciente de que o seguimento humilde da prática libertadora de  Jesus significa estar disposto a também sofrer as consequências da cruz.
Ildo Bohn Gass é bliblista, leigo católico. Junto com o Pastor Carlos Dreher (IECLB) e a Revma. Lucia Sírtoli (IEAB), é autor do livro O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.

sábado, 16 de fevereiro de 2013


CF 2013 – Letra para o hino
 Tema: FRATERNIDADE E JUVENTUDE
Lema: “EIS-ME AQUI, ENVIA-ME!” (Is 6,8)

Autor: Gerson Cesar Souza

1. Sei que perguntas, juventude, de onde veio
este teu jeito sempre novo e verdadeiro.
É que Eu plantei em ti, desde o materno seio,
esta vontade de mudar o mundo inteiro.

Refrão:  Estou aqui, Senhor, sou Jovem, sou teu povo!
Tenho fome de justiça e de mundo novo!
Eis-me aqui... Envia-me!
Pra formar a rede da fraternidade,
fazer na terra o novo céu, a tua vontade,
Eis-me aqui... Envia-me!

2. Levem a todos meu chamado à liberdade
onde a ganância gera irmãos escravizados.
Quero a mensagem que humaniza a sociedade
falada às claras, publicada nos telhados.

3. Hei juventude, falarei por tua voz,
pedindo um mundo em que os irmãos sejam iguais.
E, então, veremos muitos se juntando a nós
“pescando homens” com as redes sociais.

4.  A juventude seja o “sal” que o mundo almeja,
que viva em paz e faça o amor frutificar.
Qual planta nova, qual pilar firme da Igreja
gere bons frutos, faça o Reino, então, chegar.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Estamos em Serrania, para mais uma reunião Setorial de Catequese.

Reunião Coordenação Setorial
Dia 09 de fevereiro de 2013
Local: Casa da Rosa

Pauta:
Retiro com Coordenadores Paroquiais de Catequese.
Reunião Setorial
Formação Setorial sobre Escatologia

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Campanha da Fraternidade 2013









Dez características para uma Leitura popular da Bíblia:
(Com base no pensamento de Carlos Mesters e Francisco Orofino)

1. A Bíblia é reconhecida e acolhida pelo povo como Palavra de Deus. É nesta raiz ou tronco
bem firme da fé, que enxertamos nossa vida e nossos trabalhos.

2. Ao ler a Bíblia, trazemos à tona a vida do povo e a confrontamos com a nossa própria vida.
Ela aparece como espelho, numa ligação profunda entre fé e vida.

3. A partir desta nova ligação entre Bíblia e vida, os pobres fazem a descoberta, a maior de
todas: "Se Deus esteve com aquele povo no passado, então Ele está também conosco nesta
luta que fazemos para nos libertar. Ele escuta também o nosso clamor!" (cf. Ex 2,24; 3,7).

4. Antigamente, a Bíblia ficava longe. Era vista como livro dos "padres". Hoje ela está mais
perto de nós, ajudando-nos a descobrir uma experiência nova e de gratuita de Deus em nossa
vida e em nossa história.

5. Surgiram novas maneiras de se olhar e interpretar a Bíblia. Ela é instrumento precioso para
fazer uma análise mais crítica da realidade que hoje vivemos.

6. A Palavra de Deus não está só na Bíblia, mas também na vida, e de que o objetivo principal
da leitura da Bíblia não é interpretar a Bíblia, mas sim interpretar a vida com a ajuda da
Bíblia.

7. A Bíblia entra por uma outra porta na vida do povo: não pela porta da imposição autoritária,
mas sim pela porta da experiência pessoal e comunitária. Ela se faz presente não como um
livro que impõe uma doutrina de cima para baixo, mas como uma Boa Nova que revela a
presença libertadora de Deus na vida e na luta do povo.

8. Para que se produza esta ligação profunda entre Bíblia e vida, é importante: a) ter
convivência e experiência pastoral inserida no meio do povo; b) Descobrir que se pisa o
mesmo chão, ontem e hoje (texto/contexto); c) Ter uma visão global da Bíblia, ligando-a
com a situação concreta da vida, percebendo seu alcance e suas luzes.

9. A interpretação que o povo faz da Bíblia é uma atividade envolvente: trabalho e estudo de
grupo, leitura pessoal e comunitária, teatro, celebrações, orações, etc. A criatividade torna
rica a compreensão.

10. Para uma boa interpretação, é muito importante o ambiente de fé e de fraternidade, através
de cantos, orações e celebrações. Pois o sentido da Bíblia não é só uma idéia ou uma
mensagem que se capta com a razão e se objetiva através de raciocínios, é também um
sentir, uma consolação, um conforto que é sentido com o coração.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Texto da catequista Angela Rocha de Londrina-PR


ITINERÁRIO CATEQUÉTICO

“A Catequese é em processo dinâmico e abrangente de educação da fé, um itinerário, e não apenas uma instrução.” (CR 282).

O que seria afinal esse “Itinerário”?

Numa definição genérica, itinerário é a descrição de um trajeto a ser percorrido. Por exemplo: uma empresa de ônibus urbanos ao definir o itinerário de determinada linha, indica todos os pontos de parada do ônibus desde o início até o fim da linha. A esta indicação dá-se o nome de itinerário. Já um itinerário de turismo é um pouco mais elaborado: é um artigo que descreve uma rota por vários destinos ou atrações, dando sugestões de onde parar, o quê ver, como preparar-se, etc. Se a gente considerar os destinos como pontos em um mapa, o itinerário descreve uma linha que conecta os pontos.

Agora vamos considerar esta palavra na CATEQUESE.

“Um Itinerário Catequético é um circulo mais ou menos prolongado de encontros que integra uma ou várias temáticas (etapas, módulos, blocos) do mistério dentro do processo. Neste itinerário se inclui os conteúdos, as celebrações litúrgicas, a catequese mistagógica, a integração entre a comunidade e o compromisso apostólico.” Eu acrescentaria aqui ainda a dimensão família.

Isso significa que um itinerário é um PLANEJAMENTO, um mapa, um guia do caminho a ser percorrido. No caso da catequese, ele prevê objetivos a serem atingidos, conteúdos que serão explanados, ações transformadoras que se pretende e as dimensões celebrativas que darão suporte à catequese mistagógica.

Assim temos que, uma simples instrução, é chegar e expor o conteúdo, sem ligação ou compromisso com as ações transformadoras e com a dimensão litúrgica da catequese, não se envolve a comunidade ou a família. Em contraponto, o Itinerário prevê as conseqüências do que se ensina, na vida e na missão do catequizando, como isso será percebido e colocado em prática.

Falando mais na prática, um itinerário catequético PRECISA observar os seguintes pontos: primeiro observar a quem ele se destina (crianças, adolescentes, jovens, adultos, deficientes...); em seguida ver os objetivos da catequese (Sacramentos, formação cristã... ); verificar por fim, o tempo que demanda esta ação e a preparação dos “guias” (catequistas, introdutores) que irão trabalhar na condução do processo. Só aí então, construir o “roteiro/itinerário”, observando o seguinte:

- Conteúdos (temas e formação bíblica);
- Celebrações litúrgicas e mistagógicas (missas, entrega de símbolos, retiros, orações, Via sacra...);
- Vivencia comunitária (família, comunidade, festas, sociedade);
- Dimensão missionária (compromisso apostólico).

Enfim, o Iitnerário descreve o que se fará, EFETIVAMENTE, para se trabalhar o processo catequético, o "como" chegar a cada um dos objetivos (pontos), que se pretende, ou seja, o ensino da fé e a vivência cristã eclesial.

Angela Rocha