terça-feira, 4 de junho de 2019


A Igreja em termos de estrutura, está boa, mas precisa reestruturar a igreja no céu (Dom Claudio Hummes)
                                      Introdução

Nossa vida é uma caminhada, e precisamos parar, e alimentar para seguir o caminho, nossa vida é assim, analisar se estamos no caminho certo, e no caminho temos que fazer isso, caminhar, parar, e se alimentar de um alimento bom, para seguir o caminho certo. Não deixar que esse encontro seja mais um, e poder de coração saborear a palavra de Deus, deixar que esta palavra entre dentro de nós, dentro de nosso coração, pois se esta palavra entra em nosso coração ela estará como se estivesse em nossas mãos, quantas pessoas que não falam de Deus para nós, mas ao olharmos a essas pessoas percebemos que são cristãs, pois tem dentro de si o próprio Deus.
Nossa Tentação é querer saborear os outros e não nós mesmos; se alguém me pedir pão só darei pão, se me pedirem água, darei só água, pois isso devemos nos alimentar e oferecer aos nossos catequizandos o amor, por isso devemos alimentar da palavra de Deus, pois senão diremos a ele o que nós queremos e não o que Deus quer que falemos a eles.
Quando silenciamos nosso coração nos dá medo, pois encontramos com nossas misérias e dai vem em nosso coração o despertar de uma mudança, e ai temos dificuldade de silenciar nosso coração. E vem a dificuldade de mudança de vida (Ex: mudanças na paróquia) porque mudar temos que renunciar muitas coisas, mudança é um desafio, mudança dentro de nós necessita de uma nova organização interior. Temos que ter auxilio de Deus para que possamos nos organizar, pois sozinhos não conseguimos, pois até os discípulos dizem nos Atos dos Apóstolos que eles necessitam do auxilio do Espirito Santo.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Dos cadernos de Catequese

Os Dez mandamentos da família para a Catequese:

1. Não fecheis o coração! Não vos bastais a vós próprios na educação da fé, mesmo que sejais
os primeiros catequistas dos vossos filhos. Os catequistas são vossos colaboradores na
educação da fé, mas não substitutos.
2. Amai a Catequese! A Catequese não é um "ensino" avulso e desorganizado. É processo de
educação da fé, feita de modo ordenado e sistemático. É itinerário para amadurecer na vida
cristã e caminho para o discipulado. Velai pela assiduidade dos vossos filhos e pelo seu
acompanhamento, num estreito diálogo com os catequistas e com a comunidade de fé.
3. Não exijais dos vossos filhos o que não sois capazes de fazer. Não exijais dos vossos
filhos, o que não sois capazes de dar. Exigir do outro o que não se tem pra oferecer é negar a
si mesmo enquanto sujeito de fé.
4. Não queira transformar a catequese em curso para que vossos filhos "saibam muitas
coisas"! Mas alegrai-vos sempre, ao verificardes que eles saboreiam a alegria de serem
cristãos, e vão descobrindo, com outros cristãos, a pessoa de Jesus, o Amigo por excelência,
que convida a seguir os seus passos no anúncio/testemunho da sua Palavra.
5. Demonstrem amor e cuidado pela família! A primeira forma de catequese acontece sem
palavras e sermões, no respeito à dignidade de cada membro da família. O amor exige
cuidado, como diz o poeta: “Quem ama cuida”.
6. Vivei a comunhão na família e na Igreja! Não sois uma ilha nem uma ostra. Sem diálogo
não há espaço para a fé se desenvolver. Sem a sociedade não podereis progredir e sem a
Igreja não podereis iluminar o mundo.
7. Sede discípulos e não expectadores! Não espereis que a Catequese faça de vós e vossos
filhos bons alunos ou expectadores. Ao contrário, procurai que ela vos ajude a formar
discípulos de Jesus, que O seguem, em comunidade.
8. Saiba testemunhar a fé na participação da comunidade e no sacramento da Eucaristia.
Procurai pensar e viver de acordo com os valores do Evangelho. Sabeis bem que o
testemunho é a primeira forma de evangelização. Deste modo, os filhos aceitarão melhor a
proposta dos vossos ideais e valores.
9. Procurem aprofundar a fé e ter um gosto pelo conhecimentos das coisas de Deus!
Como diz o célebre ditado bíblico: “Um cego não pode guiar outro cego”. Quem não é
esclarecido na fé não pode orientar os outros a viver o compromisso cristão. Nem tem o
direito de manipular a fé segundo a sua ignorância. Também não cedais à tentação de achar
que se pode "mandar" os filhos à Catequese, para vos verdes livres deles ou para fugirdes
das vossas responsabilidades.
10. Orai e celebrai a vida em família! Rezar e celebrar com toda a família, de modo a que a
vossa fé seja vivida em comum na pequena Igreja que é a família, se exprima na grande
família que é a Igreja e transforme a diversificada família humana que integra a sociedade.

sábado, 2 de fevereiro de 2019


A Fábula das Borboletas
Texto de Nickos Kasantekais

Um dia, uma pequena abertura
apareceu em um casulo.
Um homem sentou e observou
a borboleta por várias horas...
Como ela se esforçava para fazer com
que seu corpo passasse através
daquele pequeno buraco.
Então, pareceu que ela havia
parado de fazer qualquer progresso.
Parecia que ela tinha ido o mais longe
que podia, e não conseguia ir mais.
O homem decidiu ajudar a borboleta:
Pegou uma tesoura e cortou
o restante do casulo.
A borboleta então saiu facilmente.
Mas seu corpo estava murcho,
era pequeno, e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar
a borboleta porque ele esperava que,
a qualquer momento, as asas dela
se abrissem e esticassem para serem
capazes de suportar o corpo que iria
se afirmar com o tempo.
Mas.... Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto
da sua vida rastejando com um
corpo murcho e asas encolhidas.
Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem,
em sua gentileza e vontade
de ajudar não compreendia,
era que o casulo apertado
era o esforço necessário à borboleta
para passar através
da pequena abertura...
Era o modo com que
Deus fazia
para que o fluido do
corpo da borboleta
fosse para as suas asas,
de modo que ela estivesse pronta
para voar, livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço
é justamente
o que precisamos em nossas vidas.
Se Deus
nos permitisse passar
através de nossas vidas,
sem quaisquer obstáculos,
Ele nos deixaria aleijados.
Nós não iríamos ser tão fortes
como poderíamos ter sido.
Nós nunca poderíamos voar...
Do Livro "O Pobre de Deus".
Para debater em grupo:
1. Qual a lição que a parábola da borboleta nos deixa?
2. É justo acelerar o processo de crescimento dos nossos catequizandos sem respeitar o
seu processo de crescimento e amadurecimento da fé? Que atitudes o catequista
precisa ter?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Uma historinha nos ajuda a refletir:
Uma catequista pediu aos catequizandos que elaborassem um texto sobre o que gostariam
que Deus fizesse por eles. Quando terminou o encontro de catequese, ela chegou em casa e
começou a ler as mensagens. Uma mensagem a deixou profundamente emocionada e intrigada. Seu
esposo ao chegar, viu-a a chorar e perguntou: O que é que aconteceu? Ela respondeu: Leia você
mesmo. O texto era uma oração e dizia assim: "Senhor, esta noite peço-te algo especial:
transforma-me numa televisão. Quero ocupar o lugar dela. Viver como vive a TV da minha casa.
Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta... Ser levado a sério quando
falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas. Quero
receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do
meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado. E que a minha mãe me procure
quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar... E ainda, que os meus irmãos fiquem
discutindo para estar comigo... Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em
quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos.
Senhor, não te peço muito... Só quero viver o que vive qualquer televisão".
Naquele momento, o marido de Ana Maria disse: Meu Deus, pobrezinho deste menino! Que
pais ele tem? E ela olhou-o e respondeu: Esta mensagem que o nosso filho escreveu.
Vamos conversar:
1. O que essa historinha tem a dizer para a catequese e a família? Qual a lição que tiramos?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Cadernos de Formação
A parábola familiar do Bom Samaritano
Conta-se que uma família ia descendo de Jerusalém a Jericó, caminhando pelas estradas da
história. De repente, uma quadrilha de inimigos, chamada de “tempos modernos”, a atacou no
caminho e foi roubando todos os seus bens, a saber: a fé, a unidade, a fecundidade, a
indissolubilidade, o diálogo familiar e, por último, a santidade. Em seguida, fugiram travestidos
com novas roupas de modernidade.
Aconteceu que, pela estrada da história, passou um psicólogo, representante de uma das
escolas psicológicas, viu a família caída no chão e sentenciou? ‘Não disse? A família não quer
aceitar a teoria da liberdade sexual total e é uma grande desmancha-prazer dos filhos e castradora
dos seus desejos de felicidade. Então só poderia acabar assim, rejeitada. E seguiu adiante.
Em seguida, passou um sociólogo, que também representava certas teorias modernas, viu a
família prostrada e também a acusou: ‘Faz tempo que, atrás de minhas pesquisas, eu achava que a
família fosse uma instituição falida e que deveria acabar. Precisamos viver a era do amar livre’.
Dito isto, passou adiante.
Veio depois a Catequese, a Boa Samaritana, viu a família machucada, perdendo muito
sangue e recordando as atitudes de Jesus, teve pena e compaixão, inclinou-se sobre ela, tomou-a em
seus braços e levou-a para seu a hospedaria que se chama Comunidade Cristã, a fim de que fosse
tratada e recuperada.
(Extraída da Revista de Catequese, p. 48, n. 121, Janeiro/2008, com adaptações).
Para refletir:
- O que essa parábola tem a nos ensinar? Quais os ensinamentos para a catequese?

sábado, 11 de agosto de 2018


Catequista, semeador do Reino

            A contemporaneidade trouxe muitos benefícios à vida das pessoas, e junto vieram vários desafios. A catequese movida por este avanço também teve muito ganho, mas obstáculos também apareceram. Ao olharmos para trás, notaremos que a catequese evoluiu, já não se transmite a mensagem como antigamente, passamos da era da doutrinação à era do aprender/fazer, ou seja, uma catequese que constrói e vive um itinerário baseado nos passos do Mestre Jesus, tentando apreender todos os sonhos e ideais do Homem de Nazaré, fazendo acontecer e vivendo o Reino de Deus.
            Hoje, mais do que nunca, o catequista é o sujeito dessa mudança, não como um transmissor de doutrinas e conteúdo, mas como um orientador da caminhada, um irmão que caminha junto. Para acontecer essa Catequese de qualidade, precisamos de catequistas com qualidade. O Diretório Nacional de Catequese destaca o perfil do catequista: pessoa que ama viver e se sente realizado (como amar se não me amo?); ter maturidade humana e equilíbrio; pessoa de espiritualidade; pessoa de integração ao seu tempo e sua comunidade; conhecimento da realidade e busca constante de formação.      Além dessas qualidades, o catequista deve promover a cultura do encontro (pedido do Papa Francisco), sair de si e escutar os outros, precisamos escutar mais os nossos catequizandos do que falar. Somos catequistas para ouvir mais do que falar, escutar as conquistas, alegrias, as decepções e sofrimentos de nossos catequizandos, pois assim teremos condições de dar qualidade à nossa catequese.
Não podemos ir para a catequese sem se preparar, as novas tecnologias estão aí e precisamos usá-las para evangelizar. O exemplo mais forte sobre a tecnologia ouvi de uma catequista, preparou um encontro sobre a terra de Jesus, levou cópias xerográficas do mapa de onde Jesus viveu. Um menino jogou o mapa no lixo, a catequista o interpelou o porquê daquele gesto, ele tirou o celular e em poucos segundos acessou um mapa colorido e animado, e disse: “assim é mais bonito”.
Há que se preparar melhor para entendermos o que nos cerca. Vivemos desafios: famílias desestruturadas, transformações sociais, intolerância, nova cultura, inversão de valores, falta de compromisso e outros. O grande desafio da catequese é transmitir a fé de forma significativa; que não seja um simples decorar normas ou repetir esquemas, mas seja um acolher a palavra de Deus e vivê-la de forma significativa para dar sentido à sua vida (um dos motes das Santas Missões Populares). A formação tem papel primordial para que nossa missão seja mais eficiente, não é possível admitir que há catequistas que não participam do grupo de catequistas de suas paróquias, é triste. O catequista não sabe tudo e não está formado, a formação é permanente, ou seja, para toda a vida. O grupo de catequistas é o “melhor audiovisual da catequese” (Frei Bernardo Cansi), onde o catequista faz experiência de amor, aprendizado e de comunidade. O catequista que diz que não vai ao encontro de formação sobre Cristologia, porque diz que já sabe tudo sobre Jesus, já prova que não sabe nada. Essa desculpa que sabe tudo mostra o nível de comprometimento com a catequese e com a comunidade.
Que nossas comunidades estejam repletas de catequistas que topem o desafio de ser sal e luz, iluminados e iluminadores, semeadores do Reino de Deus.
Catequista, “Não pare de plantar suas sementes, porque você não sabe qual delas vai crescer, talvez todas cresçam” (Ecl 11,6).
                                   Paz inquieta!
Luiz Sergio Palhão
Equipe catequese setor Alfenas
Diocese de Guaxupé
           
           

sábado, 30 de junho de 2018


Irmão e irmã catequista
Paz Inquieta
         Como catequizar nos dias atuais? Essa pergunta que não quer calar é matéria de vários estudiosos da catequese e diria de todos os catequistas. Vivemos numa sociedade marcada por grandes desafios e de inúmeros problemas que marcam a maneira de pensar e de agir do ser humano. A intolerância, o desamor, a falta do respeito, a perda de valores essenciais, consumismo desenfreado, falta de compromisso e outros, fazem com que nos sintamos, às vezes, sem forças para continuar caminhando.
         Apesar de tantos dissabores, o catequista não pode perder a esperança, pois o catequista é um ser essencialmente esperançoso e sua vida sempre tem como força motivadora a esperança de fazer do mundo um lugar melhor, o sonho do Reino acontecer. O bom catequista segue alguns passos para estar preparado para ser sal, fermento e luz em sua comunidade, para ajudar os seus catequizandos a darem mais sabor a suas vidas: 1º) deve conhecer a realidade que o cerca, o mundo em que vive e tentar achar respostas a partir das questões que a contemporaneidade tem colocado no viver. Os problemas atuais devem nortear o trabalho catequético, para que à luz do evangelho, o catequista possa fazer o catequizando enxergar e discernir o joio e o trigo que lhe é colocado todos os dias. 2º) adequar o seu jeito de catequizar às necessidades de seu catequizando, e para isso deve conhecer seus sonhos, suas lutas, suas alegrias, seus sofrimentos... quando comecei na catequese, inexperiente e sem formação básica, acertei muito, mas errei também e guardei um acontecimento que muito me marcou: havia um menino na minha turma que bagunçava e estava atrapalhando os encontros catequéticos, eu ficava bravo e estressava, até que um dia, não aguentando mais, chamei-o para uma conversa depois do encontro, expus a minha insatisfação quanto ao seu comportamento nos encontros, ele de cabeça baixa começou a chorar e disse-me que sua mãe estava doente e sua situação era difícil, e um ano mais tarde essa mãe veio a morrer, naquele momento a única coisa que pude fazer foi abraça-lo e a partir daquele momento ele mudou seu comportamento na catequese e percebi o óbvio, precisava conhecer melhor meus catequizandos. 3º) é preciso mudar, não se dá catequese do mesmo jeito, cada encontro é diferente, cada turma é diferente. O professor poeta Fernando Teixeira de Andrade bem escreveu: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”, esse poema, chamado poema da travessia, nos faz pensar: quais roupas velhas do nosso jeito de catequizar temos que abandonar? Quem tem medo de mudar fica na estrada. 4º) ser orientador da caminhada, não o sabe tudo, o caminho se faz caminhando. O catequista não é o mestre, mas o irmão que está junto nesse aprender e ensinar.
         Há muitos passos mais, mas deixo para que você reflita e descubra. Vamos fazer uma catequese que dá sentido à vida de nossos catequizandos.
                                                        Fiquem com Deus
                                                            Luiz Sergio Palhão


quinta-feira, 31 de maio de 2018

Celebramos hoje o Corpus Christie, ou seja, o corpo do Cristo. O grande norte do catequista, viver por causa de Jesus, tentando em sua vida viver os ideais e os sonhos Dele. Comungar o Cristo, comer a sua carne, é levar ao mundo uma palavra de esperança, “é tornar-se um perigo” a tudo que vai contrário ao projeto do Reino de Deus. Comungar é sair de si e ir ao encontro do outro, é despir-se de si em favor dos pequenos, e foi o que mais o Mestre de Nazaré fez. Comer a carne para que permaneça o sonho Dele. No livro Tempus Fugit, Rubem Alves, descreve o costume de certa tribo indígena que tem um costume antigo de alimentar-se da carne de uma pessoa que morre de sua comunidade para que seus valores e ideais permaneçam no meio deles. Esse antropofagismo, Rubem Alves traz para o banquete eucarístico, comemos a carne do Cristo para que permaneçam em nós os sonhos do jovem galileu. Ah, se a cada comunhão realmente pensarmos assim, o mundo com certeza mudaria ao nosso redor. Nós catequistas, e aqui destaco principalmente os catequistas que se encontram com as crianças, temos que fazer que a catequese revele a cada catequizando, que ele está sendo chamado a comer a carne do Mestre para ser nesse mundo um sinal de amor, compromisso e presença para quem precisar.
            “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.”. Que o Cristo sempre permaneça entre nós. 
Luiz Sergio

sábado, 5 de maio de 2018

Dinâmica para proporcionar um clima espiritual e amoroso entre os catequizandos

Dinâmica para proporcionar um clima espiritual e amoroso entre os catequizandos: OBJETIVO: Promover a integração entre os participantes. Criar um clima espiritual e amoroso.

MATERIAL: Tiras de papel para ser distribuída aos participantes.

DESENVOLVIMENTO:
· Distribuir as tiras de papel, solicitando que cada um escreva o seu próprio nome de forma bem legível, e depois dobre.
· Recolher os papéis, misturar e distribuir novamente, pedindo que cada um verifique se não tirou o próprio nome. Em caso positivo, deverá devolver e pegar outro papel, como se fosse o sorteio da brincadeira “Amigo Secreto”.
· Cada participante deverá ler para si o nome da pessoa que tirou e pensar porque ama essa pessoa. (Que qualidades ela tem que você mais admira?)
· Após determinado tempo, um por vez, deverá levantar-se, dizer o nome da pessoa que tirou e dizer em voz alta porque ama essa pessoa.
· Outra variação seria iniciar falando “eu amo essa pessoa porque ela tem tais e tais qualidades, etc, etc, e por fim, mencionar o nome da pessoa a quem está se referindo ou deixar que os demais tentem adivinhar.
Do "Catequistas do Brasil"
Catequese permanente
Uma das mudanças mais curiosas que a catequese vem sofrendo hoje é que ela deixa de ser preparação para os sacramentos e torna-se caminhada de discipulado: uma catequese permanente. A pessoa entra na catequese não mais para fazer primeira comunhão ou crismar, mas para conhecer Jesus e se tornar seu amigo, seu discípulo. A primeira comunhão e a crisma, sacramentos da vida cristã, tornam-se marco importante nesta jornada de seguimento, mas deixam de ser um fim em si mesmo. São consequência da vida em Cristo, sinais da nossa amizade e comunhão com ele.
A catequese permanente se encarrega desta tarefa: propor a fé cristã como algo precioso e desejável. As crianças, jovens e adultos vão ter tempo e ocasião de conhecer Jesus e seu amor libertador, vão fazer a experiência da vida cristã na comunhão fraterna com outros irmãos de fé.
Na catequese permanente, o catequizando tem tempo para conhecer Jesus e seu evangelho, tem lugar junto à comunidade cristã para fazer sua experiência do amor de Deus, tem direito de discernir seus caminhos e de escolher livremente seu itinerário de fé.
Para tempos com desafios permanentes, propomos uma experiência sempre permanente e crescente do amor de Deus, porque Deus não cessa de nos amar e de demonstrar esse amor.
Ah! E os sacramentos? Para quem entrou na dinâmica do discipulado, do seguimento de Jesus, os sacramentos serão uma festa: uma ocasião de estreitar os laços com Jesus e de reforçar a experiência do amor de Deus que ele nos revela. Para quem não entrou nesta caminhada, eles não fazem sentido!
(Trecho do texto Solange Maria do Carmo)